SEM DINHEIRO – Deputados cobram que Governo promova abertura gradativa do comércio

“Temos dois problemas, um de saúde e outro econômico, e precisamos resolver todos”, destacou o deputado Cabo Bebeto

Foto: Marco Antônio/Secom Maceió

Durante a sessão plenária virtual desta sexta-feira (3), da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL), os parlamentares Bruno Toledo (PROS) e Cabo Bebeto (PSL) defenderam o retorno gradativo das atividades econômicas no Estado. Eles cobraram do Governo mais flexibilidade com o setor produtivo em caso de prorrogação do decreto de situação de emergência para enfrentamento e combate ao coronavírus. O decreto governamental em vigor tem validade até o próximo dia 7 e restringe, entre outras medidas, a abertura de serviços não essenciais: como comércio, bares, restaurantes e similares.

O deputado Bruno Toledo pediu sensibilidade ao Governo, principalmente em relação aos que trabalham na informalidade. Segundo ele, esse “é um setor importantíssimo para a subsistência das famílias e cujos trabalhadores estão amargando a ausência dos próprios proventos”. “Faço apelo, novamente, pelo equilíbrio, mantendo os critérios científicos, para que se possa achatar a curva de possíveis infectados, mas também sendo sensível à causa econômica, tão importante para o nosso desenvolvimento”, argumentou o parlamentar.

Da mesma maneira, o deputado Cabo Bebeto reforçou a solicitação e frisou que tem recebido reclamações de várias categorias, solicitando o retorno das atividades econômicas no Estado. Inclusive, há diversas queixas de trabalhadores informais que se dizem preocupados com o cenário e com a dificuldade financeira neste período de isolamento obrigatório.

“Defendo a reabertura gradativa do comércio para que as pessoas que não estão no chamado grupo de risco voltem a trabalhar. O governador precisa abrir os ouvidos e os olhos para ouvir e ver o que as pessoas estão passando. Temos dois problemas, um de saúde e outro econômico, e precisamos resolver todos. As pessoas não estão querendo receber esmolas, mas desejam continuar independentes para ir em busca do ganha-pão todos os dias”, opinou Bebeto, que sugeriu ainda a abertura das lojas em horários reduzidos e somente com os trabalhadores que não fazem parte do grupo de risco.

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