Saúde capacita profissionais para prevenção de casos de hanseníase

Treinamento acontece na Vigilância em Saúde durante toda esta semana

A Secretaria Municipal de Saúde realiza, durante toda a semana, um treinamento para capacitar profissionais de saúde para atuar na prevenção de incapacidades físicas em Hanseníase. As palestras, que tiveram início nesta terça-feira (6), acontecem na sede da Vigilância em Saúde (Jaraguá) com a realização de aulas práticas no II Centro de Saúde no bairro do Poço.

Foto: Ascom/SMS

O treinamento é uma parceria entre os programas municipal e estadual de controle da hanseníase e a Universidade do Rio Grande do Norte (UFRN) e conta com a facilitação da fisioterapeuta Geisa Campos (PB), Luciana Mello (MG) e a terapeuta ocupacional Thaisa Wancy (RN).

Segundo Vânia Bernardino, coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase de Maceió, o treinamento é direcionado a enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais que atuam no Centro de Reabilitação, NASF (Núcleo Ampliado de Saúde à Família) e das unidades de referência da capital e dos municípios de Arapiraca, Delmiro Gouveia, Penedo e União dos Palmares.

Vania Bernardino, coordenadora do Programa Municipal de Controle da Hanseníase. Foto: Ascom/SMS

“Tivemos a primeira parte desse treinamento em 2019, com orientações clínicas da doença e formas de diagnosticar e tratar. A segunda parte vem agora, depois de uma pausa em 2020, quando tratamos da prevenção de incapacidades, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce da doença”, destaca a coordenadora.

Thaisa Wancy, terapeuta ocupacional do Hospital Giselda Trigueiros, do Rio Grande do Norte, fala sobre a metodologia da capacitação. “Utilizamos a metodologia da roda, de Paulo Freire com enfoque na avaliação neurológica simplificada como indutora de condutas terapêuticas; através de técnicas simples direcionadas de autocuidado, informações em saúde para que os pacientes tenham conhecimento da doença, de seu corpo e das formas de se cuidar, pois quanto mais ele conhece o processo de acometimento da doença, mas fácil prevenir as Incapacidades físicas e deformidades”, quanto mais precoce o diagnóstico, menor o risco de Incapacidades físicas, explica a profissional.

Thaísa Wancy, terapeuta ocupacional. Foto: Ascom/SMS

Índices da doença

De acordo com a terapeuta ocupacional do Programa de Controle da Hanseníase de Maceió, Andreia Silva, a capital registra, anualmente, cerca de 100 casos novos da doença. Deles, ainda segundo a profissional, entre 58% e 60% já chegam para ser atendidos com diagnóstico tardio do problema.

“Esse é um percentual importante para incapacidades de pessoas que possuem a hanseníase. A doença afeta a pele e os nervos periféricos. Com a perda da sensibilidade nas mãos e pés, por exemplo, o paciente perde a proteção natural contra queimaduras e traumas. Além disso, pode causar a atrofia muscular, garras nas mãos ou nos pés e também o pé caído. Por isso, é preciso que quem possua qualquer mancha no corpo, que não sinta dor ou coceira, procurar unidade de saúde mais próxima de casa para ser avaliado”, explica a terapeuta ocupacional.

Importância da capacitação e busca ativa

Ainda segundo Andreia Silva, a semana de capacitação, que segue até a próxima sexta-feira (9), é de suma importância para que os profissionais de saúde melhorem a detecção e atenção quanto aos possíveis casos de hanseníase.

“Esse tipo de encontro e troca de informações entre profissionais de saúde daqui de Maceió e de outros estados ajuda a atualizar a todos sobre o assunto e aumenta a capacidade de quem atende os usuários na hora de identificar casos que porventura sejam de hanseníase. Outro fato relevante é a busca ativa que são feitas nas localidades onde as pessoas moram e são atendidas. Nossas equipes, de casa em casa, leva um formulário no qual tem um desenho de um corpo humano onde as pessoas possam identificar lesões sugestivas, finalizou a profissional.

Ana Cecília da Silva / Ascom / SMS

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