Prefeitura de Maceió cria primeiro programa de combate à violência contra a mulher

A Prefeitura de Maceió lança de forma inédita o “Salve mulher”, um programa de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. A próxima segunda-feira (21) marca o início das ações, com a primeira qualificação completa na história de Maceió para a Guarda Municipal; além de uma campanha, intitulada “Isolada, mas não calada”. O evento será às 10h na Associação Comercial de Maceió, no bairro de Jaraguá.

O treinamento dos servidores será realizado pela delegada da Mulher, Rosemeire Chaves; a major Danielli, da Patrulha Maria da Penha Estadual; além da coordenadora do Gabinete de Políticas Públicas para as Mulheres de Maceió, Ana Paula Mendes.

Serão três dias de capacitação, abordando as Leis Maria da Penha, do Feminicídio e das violências sexual e doméstica. A Guarda de Maceió também poderá conhecer o trabalho feito pelo Estado, como humanizar o atendimento de mulheres e crianças, bem como a forma de abordagem e proteção dessas vítimas, por exemplo.

Coordenadora do Gabinete de Políticas Públicas para Mulheres, Ana Paula Mendes. Foto: Edvan Ferreira

“Essas ações são primárias, de base, e deveriam ter sido feitas há muito tempo. Estamos preparando nossa cidade para inverter os altos índices atuais de violência contra mulheres e crianças. A gestão do prefeito JHC está empenhada em amparar essas vítimas de todas as formas”, declarou a coordenadora Ana Paula. Em levantamento da Folha de São Paulo junto às Secretarias de Segurança Pública realizado em junho deste ano, Alagoas está em primeiro lugar no ranking de feminicídios do Nordeste e em 5º a nível nacional.

O programa compreenderá vários setores do Município. Além da Segurança, na Educação, o objetivo é capacitar professores e diretores. Também, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) passarão por treinamentos para melhorar o atendimento. Os equipamentos da Assistência Social também serão beneficiados.

“As escolas são um grande equipamento para identificar crianças que sofrem violência doméstica ou que presenciam o sofrimento de suas mães. Os profissionais dessas instituições precisam estar alertas para identificar os sinais de abuso e como lidar com os pequenos. Afinal, muitas vezes, além dos problemas em casa, essas vítimas sofrem a violência institucional, quando os equipamentos não estão prontos para receber a denúncia”, explica Ana Paula.

“Na Saúde e na Assistência Social, vamos garantir um atendimento humanizado para as vítimas. O prefeito JHC também assinará um decreto garantindo a prioridade de atendimento de vítimas de violência doméstica nos serviços psicossociais, para psicólogos e em matrículas escolares”, completa.

Já está em fase de estudos pela Prefeitura de Maceió a criação do primeiro centro exclusivo de atendimento à vítima de violência doméstica na capital.

Isolada, mas não calada

Com o isolamento causado pela pandemia, mulheres com parceiros violentos foram separadas das pessoas e dos recursos que podem ajudá-las. Ainda de acordo com a pesquisa da Folha, em 2020, 35 mulheres foram mortas no estado, nove a menos que 2019 e 15 a mais que o ano de 2018. Isso significa que a cada 100 mil habitantes, uma mulher é assassinada por sua condição em Alagoas.

A Campanha visa publicizar os direitos das vítimas, além dos serviços disponíveis no Município para atender as mesmas. Ele consiste na prevenção através da informação.

“Acreditamos que uma das formas de combate e prevenção da prática é a publicidade. Explanando informações, teremos uma sociedade vigilante e parceira da Prefeitura. Dessa forma, buscamos evitar que nossas mulheres e meninas sejam submetidas à violência sexual ou física, principalmente por parceiros, amigos ou familiares”, assinalou a coordenadora.

Millena Barroca/Secom Maceió

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