GUERREIROS – Basquete cadeirante do Sesi/AL compete nacionalmente

Duas equipes de basquete em cadeira de rodas masculino do Sesi Alagoas enfrentam um desafio nacional a partir desta segunda-feira, 3, em Salvador-BA. Elas estão entre os 24 times de todo o Brasil – 16 masculinos e oito femininos – que disputam a Copa Brasil de Basket 3×3 em Cadeira de Rodas, no ginásio da Associação Atlética da Bahia.

Para os alagoanos, a competição é desafiadora, porque é uma modalidade diferente, de meia quadra, um três contra três, explica o treinador do Sesi/AL, Pablo Lucini. “A expectativa é boa porque é um esporte novo. Não treinamos isso, mas nosso objetivo, hoje, é entrar na Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC). Vamos levar o pessoal para pegar um ritmo de basquete”, disse ele, que espera ficar entre os quatro primeiros colocados.

Segundo o coordenador de Vida Saudável e Esportes do Sesi/AL, Eduardo Andrade, o torneio na Bahia é um aquecimento para os atletas do Programa Sesi Pessoas com Deficiência (PSPCD) neste início de temporada. “É importante reaquecer essa turma em competição e começar a mostrar eles no cenário nacional, eles voltarem a aparecer. Neste ano, vão competir mais”, disse Eduardo, ao adiantar que já existe convite para jogar no exterior.

Otimista

Viajar, competir, representar Alagoas e o Sesi e ainda ir em busca de um bom resultado. Para Carlos Nascimento, os objetivos vêm sendo alcançados. A meta, agora, mais ambiciosa. “Um resultado positivo para o nosso Estado, de ser campeão, de poder lutar pelo título. A  gente sabe que os obstáculos surgem, dificuldades vão surgir mas estamos prontos para passar por cima desses obstáculos”, crava.

Os colegas também estão motivados, como Gláucio Alagoano, de 41 anos, que começou no basquete em cadeira de rodas em 2007 encorajado por um amigo. “Nós estamos focados nessa competição, estamos treinando. Espero que, se Deus quiser, nós façamos um bom campeonato”, disse.

Cícero Lima tem 11 anos de basquete no Sesi. Ele considera a equipe uma segunda família. Segundo ele, é bom para aliviar o estresse e para a saúde. É isso que o deixa otimistas para a competição. “Se não fosse o basquete eu acho que estaria em casa, sem fazer nada, e aqui é tudo de bom para a gente. Espero que a gente faça um bom campeonato e traga um bom resultado”, declara.

A viagem para a competição é uma parceria do Sesi com a Secretaria de Estado da Mulher e dos Direitos Humanos (Semudh). O campeonato é promovido pelo Governo da Bahia e Liga Nordeste de Basquete, com o apoio da CBBC.

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