Escola relembra importância cultural das festas juninas no Nordeste em arraial virtual

Escola Municipal Maria de Lourdes Melo Pimentel convidou famoso sanfoneiro para animar festa e contar histórias para as crianças

Com a presença do sanfoneiro Tião Marcolino, um dos maiores sanfoneiros do estado, as crianças mantiveram vivos os festejos mesmo na pandemia

Manter o contato das novas gerações com as tradições juninas foi o foco das celebrações de São João da Escola Municipal Maria de Lourdes Melo Pimentel, onde as crianças puderam entender e explorar mais os elementos que compõem a celebração mais querida do Nordeste. Com a presença do sanfoneiro Tião Marcolino, um dos maiores sanfoneiros do estado, as crianças mantiveram vivos os festejos mesmo na pandemia. 

As celebrações ocorreram na última segunda-feira (21), pela manhã para os alunos do Ensino Fundamental e pela noite com os alunos da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai). “Não poderíamos jamais deixar passar em branco esses festejos juninos que são tão característicos da nossa região, que fazem parte da nossa cultura e resgatam nossa identidade”, diz a coordenadora da escola, Eluza Caetano. 

Em um momento desafiador de pandemia, a descontração e o reencontro com as tradições foram um respiro necessário, segundo a coordenadora. Ao fim das festividades, foi feito o sorteio de dois balaios. A presença ilustre no horário da manhã ficou por conta de Tião Marcolino, famoso sanfoneiro nativo de Colônia Leopoldina e que começou a tocar sanfona aos seis anos de idade. 

Na Ejai, os estudantes puderam prestigiar Robson Xavier, famoso cordelista e escritor do estado

O sanfoneiro diz que ficou feliz e se sentiu honrado com o convite. “Todo mundo cantando, fizeram um cordel em minha homenagem, foi maravilhoso. Iniciativas como essas são muito importantes para a nossa cultura”, conta, alegre, o artista. Além do cordel contando sua trajetória, as crianças também fizeram uma apresentação com algumas músicas de sua carreira prolífica, que rendeu dezenas de DVDs. 

Na Ejai, os estudantes puderam prestigiar Robson Xavier, famoso cordelista e escritor do estado, que junto de sua filha recitou alguns de seus versos mais populares. Foram discutidas as diferenças entre as celebrações juninas na infância dos estudantes e hoje, com os estudantes destacando a saudade dos forrós pé-de-serra e das quadrilhas populares mais tradicionais. 

Com a participação ativa dos estudantes, as celebrações tocaram em diversos pontos das tradições juninas

Com a participação ativa dos estudantes, as celebrações tocaram em diversos pontos das tradições juninas. Em um dos vídeos recebidos pela escola, por exemplo, uma mãe ensinava uma receita de bolo de leite, uma das comidas típicas na mesa dos arraiais, com sua filha. 

A professora Roseneide de Oliveira disse que a escola já pensa em uma celebração de Natal semelhante, relembrando as raízes da festa no Nordeste. “A festa, apesar de ter sido remota esse ano, trouxe um pouco da nossa cultura. Todos foram trajados de matutinho, dançaram ao som da sanfona, várias cantigas juninas. Foi um momento gratificante para todos”, conta. 

Luan Oliveira (Estagiário) / Ascom Semed

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