Cras Selma Bandeira promove ação sobre o Dia da Consciência Negra

Crianças e adolescentes do Serviço de Convivência participaram de oficina educativa

A equipe técnica do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Selma Bandeira, localizado na região do Benedito Bentes, promoveu uma oficina socioeducativa em alusão ao dia da Consciência Negra. A ação, idealizada pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), teve como público alvo as crianças e adolescentes assistidos pela unidade e abordou a valorização cultural e social de pessoas negras. Um dos temas debatidos foi a miscigenação do povo brasileiro, além de abrir espaço para uma conversa sobre racismo estrutural.

Comprometidos em fortalecer o conhecimento histórico de nosso país, a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) proporcionou um mês repleto de atividades alusivas ao dia da Consciência Negra.

Representando o Cras Selma Bandeira, a educadora social Kezia Damares Lopes foi a responsável por comandar a oficina junto às crianças e adolescentes da unidade. Ela explicou a importância de dialogar abertamente com a garotada e de mostrar a história de Zumbi dos Palmares.

“Precisamos estimular nas crianças e adolescentes a reflexão sobre o negro na sociedade, além de suas contribuições históricas de luta para a formação social do Brasil e do nosso estado. Falamos sobre a figura de Zumbi dos Palmares, o principal líder negro de nossa região. Buscamos, através das atividades, desenvolver neles a sua identidade cultural e social, mostrando que somos fruto da miscigenação e que o respeito deve prevalecer independente do tom da pele, dos traços físicos. Destacamos, sobretudo, o enaltecimento de que somos diferentes e que fazemos parte da sociedade com nossas diferenças”, pontuou a educadora.

A educadora falou também do comprometimento das crianças e adolescentes em querer aprender um pouco mais sobre a representatividade de líderes negros.

“Eles foram participativos e questionadores. Com as crianças, trabalhamos a figura de Zumbi dos Palmares numa perspectiva de herói dos personagens de quadrinhos. Contudo, destacamos que esse herói viveu lutando por direitos e liberdade de seu povo, com cartazes, pinturas e recortes realizados por eles”, explicou Kezia.

Por se tratar de uma sociedade com raízes racistas, os técnicos do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos propuseram uma atividade temática diferente para os adolescentes presentes. De acordo com Kézia, o racismo estrutural foi pautado com a finalidade de alertar os jovens sobre comportamentos e falas discriminatórias.

“Trabalhamos termos racistas usados no nosso cotidiano, estimulando a mudança de vocabulário para combater o ‘racismo sutil’. Debatemos sobre termos como: ‘inveja branca’, ‘a coisa tá preta’, ‘eu tenho um amigo negro’, que são falas que colocam os negros como pessoas ruins, más e até violentas só por sua cor da pele”, destacou.

Iara Alencar (estagiária)/Ascom Semas

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