Goleiro Bruno: Time do Ceará atende ordem de prefeito-patrocinador e desiste de contratação

Atendendo a uma ordem do prefeito e também patrocinador do clube, o Barbalha, do Ceará, desistiu da contratação de Bruno, goleiro e condenado em 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão por homicídio, sequestro e cárcere privado e também ocultação de cadáver.

Quem mandou o negócio ser interrompido foi Argemiro Sampaio (PSDB), chefe municipal de Barbalha, cidade a 504 quilômetros de Fortaleza.

A informação é do jornal cearense Diário do Nordeste em seu site.

Sampaio repudiou a possibilidade de Bruno, mineiro de 34 anos, atuar no time no qual patrocina desde 2017. A diretoria, então, atendeu ao desejo do parceiro.

Os representantes do Barbalha, que está na primeira divisão do Cearense e disputará a Copa do Brasil de 2020, já haviam acertado as bases salariais e enviado ao ex-arqueiro de Atlético-MGCorinthians Flamengo um pré-contrato.

A contratação também dependia de uma sinalização positiva do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG), que precisava liberar a transferência de Bruno da cidade de Varginha, em Minas Gerais, para Barbalha.

Relembre a condenação e a liberação agora ao semiaberto

Bruno Fernandes de Souza foi condenado em 8 de março de 2013 a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho.

A divisão ficou assim: 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), mais 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.

No entanto, por apresentar bom comportamento, Bruno ganhou o direito ao regime semiaberto, o que lhe dá a possibilidade de conseguir um emprego formal.

No semiaberto, a pessoa tem o direito de trabalhar e fazer cursos fora da prisão durante o dia, mas deve retornar à unidade penitenciária à noite. O detento também tem o benefício de reduzir o tempo de pena através do trabalho: a cada três dias trabalhados, um dia de pena é subtraído.

06/11/2019

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